Apesar de ser inverno, o tempo aqui em São Paulo anda bastante ensolarado, com tardes amenas. Numa delas, aproveitei para usar esse vestido, um dos meus xodós atuais…

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Ele é da coleção de inverno da Antix, Carola e Sua Cartola. A estampa traz a emblemática Flor-de-Lis, símbolo da realeza francesa. Por isso não consegui pensar em nada além de acessórios dourados, mais vistosos, mesmo para acompanhar um passeio diurno.

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O colar de carruagem tem tudo a ver com um estilo princesa urbana (se é que isso existe, hehehe – se não existe, tudo bem, acabei de criar!). Foi um presente que ganhei de uma loja chamada Bijou Fácil, que parece ter pausado suas atividades.

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O nome do modelo do vestido é Ilusionista, devido às referências ao universo da mágica e do circo que ele tem no barrado.

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Esse lindo slipper de veludo com spikes dourados, bem a cara da realeza (e, que na verdade, teve origem no calçado que os monarcas usavam na hora de ir dormir, muitos séculos atrás) é da Santa Lolla.

A meia-calça azul de poás em azul marinho é da Calzedonia. Sou louca pela combinação marinho + dourado, presente por todo look.

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A tiara dourada de metal com folhagens é da Accessorize.

O batom é o Dark Side da MAC misturado com o Rebel.

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Com a retomada dos Anos 90 na moda, a transparência nos calçados e acessórios está vivendo um boom! E essa vai para quem realmente adora uma novidade bem diferentona: o que está pegando agora é o coturno transparente.

Pode parecer estranho, mas graça dessas botinhas, feitas de plástico, é revelar o que está por baixo. Sabe aquele dia que você está usando uma meia tão linda que queria que todo mundo visse? Então, é justamente esse o objetivo (só não vale usar meia furada, hehehe).

Já que quem reina na verdade não são as botas, mas sim as meias, tem que caprichar na escolha! As coloridas, estampadas e texturizadas são as mais pedidas da vez. É só deixar o lado criativo falar mais alto.

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As principais apostas são os padrões monocromáticos e o efeito arco-íris.

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Você fala alto, gesticula exageradamente, faz piadinhas sobre qualquer coisa. Não tem vergonha de vestir o que der na telha, assume seu estilo (o que inclui até roupas e acessórios extravagantes). Canta na rua, no elevador e até dança se precisar. Sorri para as pessoas e puxa papo com estranhos na fila do mercado, do café. Na escola, os professores sempre o consideraram um pessoa bem desinibida (até demais da conta) assim como seus pais e familiares.

Esta é a minha descrição. A típica descrição de uma pessoa extrovertida. E é o que eu acreditei ser até então, pois como cresci assim, não faria sentido ser outra coisa. No entanto, de uns tempos para cá, eu comecei a prestar mais atenção no que as pessoas do meu convívio atual diziam sobre mim. E foi um choque descobrir que muitos me consideravam absolutamente o oposto do que eu acreditava ser.

De um tempo para cá, ouvi bastante “Joy, achava que você era metida antes de te conhecer” ou “você tinha um jeito reservado, como se evitasse proximidade” ou ainda “nunca ia imaginar que você era tão brincalhona e espevitada assim” e outras coisas do tipo. Como pode? O mais incrível é que todas essas pessoas são amigas das quais gosto muito e sempre curti a companhia. Até no começo, quando não tínhamos tanta intimidade e eu só estava quietinha, esperando meu momento de perder a vergonha e me sentir segura para poder interagir e …

EPA! Para tudo! Eu, que nunca me considerei retraída, acabei de falar em ter vergonha e necessitar de mais intimidade para ter coragem de interagir com os outros. Isso não tem nada a ver com a descrição de uma pessoa expansiva. Não seriam esses exatamente esse os traços de uma pessoa tímida?

Matei a charada: sou tímida. Só não tinha me dado conta disso. E não sou pouco tímida. Sou bem tímida mesmo, daquela que não consegue nem balbuciar uma palavra na rodinha de bate-papo se não conhecer profundamente seus componentes.

E o pior não é ser tímida. É ser, muitas vezes, mal interpretada. Timidez pode ser confundida outras coisas, inclusive com altivez ou arrogância.

Imagina só, eu, grandona (para quem não sabe, sou alta) e sempre vestida “diferente”, chegando nos lugares e rapidamente indo em direção um cantinho para me abrigar, dando um breve oi só para as pessoas que conheço. Quem não sabe como sou, pode muito bem pensar: “aff, que menina metida, não quer papo, não dá trela para ninguém!”. Só que o que ocorre internamente é exatamente o contrário. Lá no fundo estou eu, vendo todo mundo confraternizar e morrendo de vontade de participar, porém contida por uma vergonha imensa e um sentimento de “ai, será que eles querem falar comigo?” ou “será que não vou me intrometer?”. Para mim, a convivência social muitas vezes parecem um eterno jogo de pular corda, no qual eu nunca sei a hora de entrar.

Outro caso corriqueiro: a pessoa vem puxar papo e me inclui no grupinho da conversa, mas eu sempre acho que estou sobrando ou que se eu abrir a boca vou falar asneira demais. Até permaneço no meio, como uma estátua. Raramente digo alguma coisa, só escuto e concordo com a cabeça. Pareço até aqueles cachorrinhos de colocar no carro, sabe? Devem me achar uma baita duma chata ou alguém que não gosta de dividir coisas e experiências. Mas socorro, é o inverso! Eu quero muito conversar, brincar, rir e me relacionar com todo mundo, mas a tal da timidez (que eu não sabia que tinha) só me atrapalha. O que parece falta de interesse, convencimento e antipatia, na verdade é só eu lá ansiosa por dentro, esperando só um momento propício, de terreno seguro, para começar expressar minhas opiniões e deixar transparecer meus trejeitos.

Aí vem outra pergunta: como pode alguém que cresceu como a rainha da extroversão ter se tornado tão tímida? E o mais curioso: como pode a mesma pessoa ser considerada extremamente brincalhona, piadista e desinibida por alguns e tão quietinha e “na dela” por outros?

Bem, talvez uma psicóloga consiga responder essa pergunta melhor, mas eu chutaria que no meu caso este comportamento remonta a uma fase que passei lá no início da adolescência, em que sofri um bullying cruel e sangrento ao mudar de colégio. Resumindo (bem resumidamente mesmo): cheguei toda feliz, saltitante e “eu”, de coração aberto e levei um baita de um cartão vermelho, que me fez repensar duas vezes antes de me expor ao chegar em um ambiente novo. Vendo hoje, foram só bobeirinhas sem sentido e importância, mas na época, para a minha estrutura, foi devastador. Desde então, minha vida tem sido vivida totalmente na defensiva. E totalmente contra a minha vontade, pois prezo mais do que nunca a naturalidade e espontaneidade nas atitudes (creio que este meu lado permaneceu forte, somente as relações interpessoais foram afetadas – infelizmente).

Nunca fiz terapia, nunca trabalhei o ocorrido. Só agora, muitos anos depois, é que fui perceber o que este episódio pode ter ocasionado em minha vida. Mas OK gente, eu estou muito bem… é só essa timidez que incomoda!

A parte boa é que, se eu detectei esse traço em mim, agora terei a possibilidade de fazer algo a respeito. Sei que esta não é uma barreira que se quebra tão fácil assim, mas pode ter certeza que vou procurar melhorar. Não quero mais deixar de aproveitar nada por isso. Afinal, o que é a vida senão a surpresa da convivência com as pessoas que ela nos apresenta?

Alguma tímida (ou não tímida) de plantão pode me dar umas dicas?

28/07/2015